sexta-feira, 6 de abril de 2018

ELES NÃO ESTÃO SOZINHOS

Disparam contra a liberdade,
corruptos que executam a luz da esperança
são pêndulos que tombam para o sombrio.
Eles não estão sozinhos.
Sua extremidade os afasta do brilho,
cristãos sedentos por pena de morte,
maridos respeitáveis que agridem esposas,
pais que hipnotizados pela dança do contracheque
trocam o amor dos filhos por pensões brigadas na justiça.
Psicopatas de pose cordial.
E eles não estão sozinhos.
Se dizem pessoas de bem,
falam de solidariedade na missa aos domingos,
mas criticam programas sociais diariamente.
Robôs movidos a álcool e antidepressivos
que julgam viciados em outras drogas.
E eles não estão sozinhos.
A repressão resolverá todos os problemas do mundo.
A mão da justiça deve espancar quem ameaça a propriedade.
Só se importam com o saldo disponível para saque.
Como cães, estão prontos para avançar naquele que discorda
desde que protegidos por uma tela.
São pit bulls de rede social
e gatinhos amedrontados fora dela.
Mas eles não estão sozinhos.
E juntos sua perversidade represada transborda,
são perigosas reencarnações de outros períodos sombrios.
Têm a mesma faísca que brilhava na íris nazista.
Querem medir todos com sua própria régua,
matar o brilho próprio.
Serão para sempre as ovelhas brancas
que juntas são perigosas matilhas.
E eles não estão sozinhos.




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